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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Título?? Não...

"É mais seguro temer os homens do que confiar neles."
Autoria desconhecida por mim.

"Não te afeiçoes demasiado a alguém. Terás menos alegria e menos dor!"
Martialis

sábado, 16 de janeiro de 2010


Sei que isso vai ficar bem confuso. Mas pra mim, não. E no fundo, é isso que interessa...
As postagens não têm uma ordem cronológica. Espero que isso fique claro, fique relativamente claro.

[29.12.09]
Às vezes sinto uma raiva absurda, tão profundamente araigada, uma fúria que não me pertenece.

Ou melhor, queria que não me pertencesse. É contra mim, conta todos.
Parece que vou explodir. Queria ser inconsequente. Não que eu não seja totalmente. Mas é algo que me afoga. Me consome.
Meu Deus! O que isso me causa!

Ouvindo St. Anger e sentindo a raiva correr nas minhas veias, me corroendo, me alimentando, me destruindo.

Tudo o que eu queria era morrer. Eu vou mesmo morrer um dia, então porque não agora? Pq não hoje?
Pq Deus não me poupa desse sofrimento? Eu não escolhi nascer. Eu não tive escolha. Mas tb não posso ter escolha para o momento e a forma da minha morte.

Desculpe, Deus, mas me sinto como uma marionete. Com sentimentos, com dores para ser exata.
Sentindo cada cabo espetado e enfiado em minha carne.

Eu não me adequo. Não consigo.
Eu vejo as pessoas nos metrôs e nos trens e fico com vontade de vomitar. Eu procuro e anseio pelo abraço da Morte mas ela foge de mim, com tal afinco, que isso me norteia.

Devaneio. Loucura. Seria melhor que essa lucidez doentia.

Eu perdi tudo. Só tenho isso.
E talvez tenham razão. Eu não saio dessa pq eu não quero. Alguma parte de mim quer se afundar desse jeito? Se deteriorar e se entregar à essa porra?
Não tem nada lá fora pra mim. Não tem nada me esperando.

Dor e mais dor. Um círculo vicioso do qual eu não posso, não 'quero' e não consigo sair.

Stand bye

De alguma forma, a minha obcessão diminuiu um pouco. Não adianta ficar alimentando algo que eu absolutamente não sei o que é, por algo que não existe. Uma ilusão. Poderosa o suficiente para me fazer sofrer.

Eu sou diferente. Não posso mais fugir disso. Não pertenço às massas.
Não tenho um véu entre meus olhos e a mentira.
Não uso cabresto. Tentaram colocar. Eu tentei. Mas definitivamente não rola.
Sei que cada pessoa é diferente da outra, blá, blá. Mas algo em mim não engrenou, sei lá.

Não interprete errado. É fácil cair nesse erro.

Passagens...

Não é um retrocesso, apesar de haver fases, porém escrevi isso no final de dezembro, e acho importante pra mim, registrar aqui, mesmo que não seja mais meu estado de espírito frequente, ainda sinto às vezes. Mesmo mesclando com os registros atuais, considero relevante. Passou, mas sei que vai voltar. Uma grande roda gigante.

Como eu já disse, e também o King, Koontz, e tantos outros escritores, o ka é realmente uma roda. Não duvide disso.

[28.12.09]

Alguns amigos eu afasto, outros não, se afastam ou são afastados pela situação. Também não sou expert em cultivar. Quando tento, normalmente há resistência do outro lado. Não conheço um meio termo saudável, talvez.
As pessoas têm medo. Sei lá, como se fosse algo terrivelmente contagioso. Não as culpo. De uma forma bem subjetiva é um pouco mesmo.

Ou têm medo da responsabilidade que a dependência causa. Ou dos encargos.

Às vezes sinto uma onda de desespero subindo pela minha garganta. Para o meu bem eu preciso aprender a engolir. Sem ter indigestão. Mas isso não é possível, é?
Eu, atualmente, vejo que às vezes é possível controlar, seja quais forem os métodos que estiverem disponíveis. Mas é tremendamente difícil.
A minha maior lição vai ser aprender a esmagar o sofrimento, a dor, a angústia e o desespero - suprimi-los - sem deixar de ser o eu. Que by the way, ainda não sei o que é. Não deixa de ser um irônico e cruel paradoxo. Como separar, digamos, o joio do trigo, se você não sabe qual é qual?

Eu lhe digo, meu amigo, ledo engano. É só o que dá pra fazer... Enganar-se.

Alguém se predispõe a me ensinar? Ou melhor, alguém se predispõe e julga-se capaz de apertar o gatilho?

Já que apontar o dedo é algo tão fácil de se fazer, talvez dobrá-lo não seja tão difícil assim. Mas é.

Quero correr. Run, rabbit, run.