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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

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[07.01]

Nao sei se poderia chamar isso de poema, prosa, poesia, or whatever.
Mas fiz isso um dia, depois de tomar dois rivotril... praticamente capotada. Minha psicologa disse que e importante analisar pois era meu subconsciente quem estava falando, ou no caso, escrevendo..

Enfim... Nao tem titulo..

Sangue negro...sangue solitário
E assim que ele fica a noite
É assim que o vejo
Escuro
Que já viu o próprio sangue?

Sangue solitário
Com tendências à boêmia e a confusão
Leve embriaguez

Sangue dos meus pulsos
Pulsos fracos
Outrora e porventura fortes
Submetidos ao pior carrasco
Ao mais impiedoso

Sem se dar conta disso
Sangrando e chorando
Envergonhados dos dedos apontados

Punhos sem voz
Voz cristalina e lúdica
Eles não possuem.

Auto-piedosos, lamuriantes
Conhecedores da linguagem
e cantorias comuns

Auto-piedosas, flagelantes
Se comunicam assim de uma única forma
E o reflexo de outros corpos
É sufocante, ofuscante
Círculo vicioso se forma

E os pulsos vão ficando cada vez mais fracos
Ate que veem que esse é o seu mundo
Eles aceitarão essa nova realidade?

O conhecimento desse novo fato,
esse esclarecimento,
sera benéfico ou destruidor?
Ira ajudá-los ou corrompe-los?

Serão capazes de sangrar até não restar nada
além do último suspiro?

E, depois nada além do silencio e do barulho.
Não haverá mais cancões!

sábado, 16 de janeiro de 2010


Sei que isso vai ficar bem confuso. Mas pra mim, não. E no fundo, é isso que interessa...
As postagens não têm uma ordem cronológica. Espero que isso fique claro, fique relativamente claro.

[29.12.09]
Às vezes sinto uma raiva absurda, tão profundamente araigada, uma fúria que não me pertenece.

Ou melhor, queria que não me pertencesse. É contra mim, conta todos.
Parece que vou explodir. Queria ser inconsequente. Não que eu não seja totalmente. Mas é algo que me afoga. Me consome.
Meu Deus! O que isso me causa!

Ouvindo St. Anger e sentindo a raiva correr nas minhas veias, me corroendo, me alimentando, me destruindo.

Tudo o que eu queria era morrer. Eu vou mesmo morrer um dia, então porque não agora? Pq não hoje?
Pq Deus não me poupa desse sofrimento? Eu não escolhi nascer. Eu não tive escolha. Mas tb não posso ter escolha para o momento e a forma da minha morte.

Desculpe, Deus, mas me sinto como uma marionete. Com sentimentos, com dores para ser exata.
Sentindo cada cabo espetado e enfiado em minha carne.

Eu não me adequo. Não consigo.
Eu vejo as pessoas nos metrôs e nos trens e fico com vontade de vomitar. Eu procuro e anseio pelo abraço da Morte mas ela foge de mim, com tal afinco, que isso me norteia.

Devaneio. Loucura. Seria melhor que essa lucidez doentia.

Eu perdi tudo. Só tenho isso.
E talvez tenham razão. Eu não saio dessa pq eu não quero. Alguma parte de mim quer se afundar desse jeito? Se deteriorar e se entregar à essa porra?
Não tem nada lá fora pra mim. Não tem nada me esperando.

Dor e mais dor. Um círculo vicioso do qual eu não posso, não 'quero' e não consigo sair.

Stand bye

De alguma forma, a minha obcessão diminuiu um pouco. Não adianta ficar alimentando algo que eu absolutamente não sei o que é, por algo que não existe. Uma ilusão. Poderosa o suficiente para me fazer sofrer.

Eu sou diferente. Não posso mais fugir disso. Não pertenço às massas.
Não tenho um véu entre meus olhos e a mentira.
Não uso cabresto. Tentaram colocar. Eu tentei. Mas definitivamente não rola.
Sei que cada pessoa é diferente da outra, blá, blá. Mas algo em mim não engrenou, sei lá.

Não interprete errado. É fácil cair nesse erro.