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sábado, 16 de janeiro de 2010


Sei que isso vai ficar bem confuso. Mas pra mim, não. E no fundo, é isso que interessa...
As postagens não têm uma ordem cronológica. Espero que isso fique claro, fique relativamente claro.

[29.12.09]
Às vezes sinto uma raiva absurda, tão profundamente araigada, uma fúria que não me pertenece.

Ou melhor, queria que não me pertencesse. É contra mim, conta todos.
Parece que vou explodir. Queria ser inconsequente. Não que eu não seja totalmente. Mas é algo que me afoga. Me consome.
Meu Deus! O que isso me causa!

Ouvindo St. Anger e sentindo a raiva correr nas minhas veias, me corroendo, me alimentando, me destruindo.

Tudo o que eu queria era morrer. Eu vou mesmo morrer um dia, então porque não agora? Pq não hoje?
Pq Deus não me poupa desse sofrimento? Eu não escolhi nascer. Eu não tive escolha. Mas tb não posso ter escolha para o momento e a forma da minha morte.

Desculpe, Deus, mas me sinto como uma marionete. Com sentimentos, com dores para ser exata.
Sentindo cada cabo espetado e enfiado em minha carne.

Eu não me adequo. Não consigo.
Eu vejo as pessoas nos metrôs e nos trens e fico com vontade de vomitar. Eu procuro e anseio pelo abraço da Morte mas ela foge de mim, com tal afinco, que isso me norteia.

Devaneio. Loucura. Seria melhor que essa lucidez doentia.

Eu perdi tudo. Só tenho isso.
E talvez tenham razão. Eu não saio dessa pq eu não quero. Alguma parte de mim quer se afundar desse jeito? Se deteriorar e se entregar à essa porra?
Não tem nada lá fora pra mim. Não tem nada me esperando.

Dor e mais dor. Um círculo vicioso do qual eu não posso, não 'quero' e não consigo sair.

Stand bye

De alguma forma, a minha obcessão diminuiu um pouco. Não adianta ficar alimentando algo que eu absolutamente não sei o que é, por algo que não existe. Uma ilusão. Poderosa o suficiente para me fazer sofrer.

Eu sou diferente. Não posso mais fugir disso. Não pertenço às massas.
Não tenho um véu entre meus olhos e a mentira.
Não uso cabresto. Tentaram colocar. Eu tentei. Mas definitivamente não rola.
Sei que cada pessoa é diferente da outra, blá, blá. Mas algo em mim não engrenou, sei lá.

Não interprete errado. É fácil cair nesse erro.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Nem tudo precisa de um título, porra..


Porque tive um filho? Porque o Ivan não vira as costas pra mim? Está esperando eu pedir, será?
Temos uma estranha e profunda relação de dependência. Às vezes sinto vontade de bater nele, ou de chacoalhá-lo para ver se obtenho alguma reação, de tanta raiva, e às vezes sou tomada por uma onda de carinho, amor e afeição.
Às vezes simplesmente fico ao lado dele, é uma companhia conhecida e tranquila, quando quer. Podemos nos dar mito bem até, mas já fizemos muitas coisas um para o outro.
Não sei se devemos ficar juntos ou não. Ele também não sabe. Enquanto isso, ficamos.

Mudando de assunto... uma coisa é certa. Obcessão é algo difícil de lidar. Pensei em duas palavras e elas ficaram bem juntas.

Obcessão obcena.




Sou doente, deveria morrer. Mas Deus obviamente não concorda comigo.
Queria simplesmente fugir. Sair correndo de tudo e de todos.
Queria uma coisa, uma ligação... qualquer coisa, qualquer sinal... pena que não podemos ser sinceros em tudo..
Oh Senhor, me perdoe!

Alguém me dê uma maldita arma.