Eu não estou, hoje, devidamente habilitada para escrever algo decente. Porém, certas situações nos pedem um esforço. Perdoem-me pela opacidade do texto.
Esse texto é para uma pessoa muito especial para mim, que apesar do meu coração não ter lugar, tem um lugar no meu coração. (Me perdoe pelo trocadilho infame! hauhhauah)
Ás vezes é muito fácil pensar em sensibilidade como um defeito. Como uma fraqueza, uma debilidade. Eu penso isso e muitas pessoas também. Mas daí paro e tento ser imparcial e ter empatia com o adjetivo: sensível.
Em um mundo em que as pessoas passam umas por cimas das outras, onde tem sempre alguém querendo te ver por baixo e puxar seu tapete, passar à sua frente, conseguir o que é seu, tirar o que você tem, nem que seja pelo subversivo prazer de te ver sem nada, será que ser sensível é tão ruim assim?
Afinal é a insensibilidade, aliada a outras características, que permite que em regiões da África - por exemplo -, sejam cometidas atrocidades das quais nós só imaginamos.
Não que insensibilidade e egoísmo sejam a mesma coisa, mas no geral, andam juntos e somente uma linha tênue os divide.
Eu mesma posso usar o poderoso e convincente argumento de que ser sensível dói. E muito. Traz diversos problemas que não existiriam caso fossemos um pouco mais duros. O pior de tudo é ter que aguentar as pessoas falando que você é emotivo, manteiga derretida, etc.
Porra, foda-se uma pessoa ser sensível. Alguém sabe porque ela é assim? Alguém sabe se ela escolheu ou pôde escolher? Alguém sabe o que ela passou? Falam e apontam isso como uma fraqueza. Mas peraí, não é bem assim!!
É só assistir um jornal, as notícias umas atrás das outras, se atropelando e interpondo. Noticiam a morte de alguém e 10 segundos depois falam sobre a festa do tomate em alguma cidade da Espanha. Sei que isso é inevitável, muita tecnologia, muita informação, pouco tempo; mas será que estamos errados em nos prender um pouco mais à morte daquela pessoa, por exemplo? Refletir naquilo, antes de mudar nosso pensamento para algo mais mundano?
Eu não sei até que ponto estou sendo clara, de qualquer forma, não estou defendendo a melancolia ou o apego às coisas tristes, mas sim reter um pouco nossos pensamentos, nem que seja por respeito ou por compartilhar nossos sentimentos com outro ser humano ou outro ser vivo. Pode parecer piegas, mas não vejo outro modo de explicar.
Eu fugi um pouco do assunto que eu queria escrever mas acho que isso também fazia parte. Enfim, o que eu queria mostrar é que pessoas mais sensíveis estão mais expostas as coisas, assim como alguém com imunidade baixa tem mais chances de pegar uma gripe.
Essa exposição traz uma dor profunda e uma percepção aguçada de fatos da vida que a maior parte das pessoas não percebe conscientemente. Acho que a questão é essa, não é somente questão de dividir as pessoas entre inteligentes ou burras, mas sim quanto delas se predispõe a perceber a vida e suas reminiscências. As suas entranhas e as engrenagens que, invejosamente, vejo funcionando em tantas pessoas, como se fosse automático. Incompreensível para mim, porém, a sensibilidade (e não só ela - mas digamos que ela seja o carro chefe) nos mergulha dentro de nós mesmos e dos outros.
Enquanto os peixes nadam próximos à superfície do mar, nós somos os monstros das profundezas, aqueles com olhos gigantes ou com antenas sensíveis ao movimento para conseguirem se locomover no mais profundo abismo oceânico e no mais puro breu. Aí, você me pergunta, quem é melhor? E eu respondo: Nenhum dos dois.
Só sei que sofremos mais, mesmo por coisas aparentemente simples, sofremos por nós e por quem nos importamos, somos pessoas empáticas, por vezes sentimentais, inseguras.
E principalmente: sem porto. Procuramos um lugar para chamarmos de casa, de lar. E por vezes, nenhum lugar nos dá, nos demonstra abrigo. Ninguém nos aconchega. Ninguém nos entende.
Não há explicação, não há desculpas, não há justificativas, não há porquês, nem de nós para nós mesmos. O mesmo coração que nos traz tantas derivações, questionamentos e que é amante da filosofia, apunhala a si mesmo, borbulhando milhões de perguntas que não tem resposta.
Eu queria ter uma resposta ou apontar um caminho. Poderia até dizer que só você será capaz de achá-lo, mas tudo que posso, sinceramente, dizer é: eu não sei. Posso te e me ajudar a tentar.
Não pertencemos a esse mundo. Mesmo que eu não seja digna de entrar no outro.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Política... Política? Não!
Li essa pseudo-entrevista na Folha hoje, péssimo desejejum para quem acabou de acordar... Quem sabe eu ainda estou com sono e não entendi direito! (Vã esperança!)
Leiam até o final... o mais interessante é que o repórter é extremamente cínico com ela e ela não percebe!
http://www1.folha.uol.com.br/poder/805598-saio-de-roupinha-curta-e-meu-estilo-de-pedir-votos-diz-mulher-pera.shtml
Aonde o mundo vai parar? É isso que vamos ter no governo.... Deus nos ajude.
Leiam até o final... o mais interessante é que o repórter é extremamente cínico com ela e ela não percebe!
http://www1.folha.uol.com.br/poder/805598-saio-de-roupinha-curta-e-meu-estilo-de-pedir-votos-diz-mulher-pera.shtml
Aonde o mundo vai parar? É isso que vamos ter no governo.... Deus nos ajude.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
One Slip
One Slip
Pink Floyd
A restless eye across a weary room
A glazed look and I was on the road to ruin
The music played and played as we whirled without end
No hint, no word her honour to defend
I will, I will she sighed to my request
And then she tossed her mane while my resolve was put to the test
Then drowned in desire, our souls on fire
I lead the way to the funeral pyre
And without a thought of the consequence
I gave in to my decadence
One slip, and down the hole we fall
It seems to take no time at all
A momentary lapse of reason
That binds a life for life
A small regret, you won't forget,
There'll be no sleep in here tonight
Was it love, or was it the idea of being in love?
Or was it the hand of fate, that seemed to fit just like a glove?
The moment slipped by and soon the seeds were sown
The year grew late and neither one wanted to remain alone
One slip, and down the hole we fall
It seems to take no time at all
A momentary lapse of reason
That binds a life for life
A small regret, you won't forget,
There'll be no sleep in here tonight
One slip ... one slip
Link do vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=jHi46A9A5_w
Link da música traduzida: http://letras.terra.com.br/pink-floyd/92955/traducao.html
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Escala de Liebowitz para a Ansiedade Social
Bom, o meu amigo Israel me passou esse link.. E só serviu pra confirmar minhas suspeitas!
Sou completamente anti-social!
http://ansiedade.no.sapo.pt/teste_liebowitz.htm
Aiaiai....
Sou completamente anti-social!
http://ansiedade.no.sapo.pt/teste_liebowitz.htm
Aiaiai....
terça-feira, 31 de agosto de 2010
любовь!
Nossa, agora que percebi há quanto tempo não posto aqui!
É complicado, ou tenho muito assunto ou prefiro não ter nenhum compartilhável.
Mas hoje é uma data especial, na verdade ontem e hoje. Fazem 9 anos que o Ivan e eu começamos a namorar!
Não vou dizer que parece que foi ontem. Parece sim que foi há muito tempo, em outra vida. Outra Ellen, outro mundo.
Tempos maravilhosos e inesquecíveis. Mas não digo isso em tom de lamento, cada coisa tem seu tempo. Agora, minha vida é outra e nem por isso deixa de ser ótima.
Ivan, já passamos por incontáveis coisas, desde muito difíceis até encantadoras. E acho que é disso que é feito um verdadeiro relacionamento. Não só de um mar de rosas, ou a sensação de borboletas voando no estômago mas sim de persistência, paciência. Um amor calmo mas forte. Capaz de sentir a brisa e ao mesmo tempo aguentar um vendaval.
E cá estamos nós, com muitas coisas feitas e com muitas ainda por fazer, eu espero.
Te amarei sempre,
de sua eterna namorada.
É complicado, ou tenho muito assunto ou prefiro não ter nenhum compartilhável.
![]() | |||
| Presente do Eric, amigo de longa data! |
Mas hoje é uma data especial, na verdade ontem e hoje. Fazem 9 anos que o Ivan e eu começamos a namorar!
Não vou dizer que parece que foi ontem. Parece sim que foi há muito tempo, em outra vida. Outra Ellen, outro mundo.
Tempos maravilhosos e inesquecíveis. Mas não digo isso em tom de lamento, cada coisa tem seu tempo. Agora, minha vida é outra e nem por isso deixa de ser ótima.
Ivan, já passamos por incontáveis coisas, desde muito difíceis até encantadoras. E acho que é disso que é feito um verdadeiro relacionamento. Não só de um mar de rosas, ou a sensação de borboletas voando no estômago mas sim de persistência, paciência. Um amor calmo mas forte. Capaz de sentir a brisa e ao mesmo tempo aguentar um vendaval.
E cá estamos nós, com muitas coisas feitas e com muitas ainda por fazer, eu espero.
"Não há nada que possa alcançar o amor, a não ser o próprio amor, pelo amor. Nâo há nada que ele possa atingir, a não ser a si mesmo" (Brasigois Felício)
Te amarei sempre,
de sua eterna namorada.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Um filme...
Acabei de assistir um filme realmente tocante..
"Uma mãe em apuros", com a Uma Thurman, ela é esplêndida, como mulher e como atriz.
Eu escolhi o filme porque achei que era engraçado e queria rir, porém da metade para o fim do filme eu já estava chorando. Aqui estou eu, enxugando as lágrimas. Mas no fundo.. dane-se, não são lágrimas de tristeza. São de comoção.
A vida está aqui mas será que prestamos atenção nela? Ou melhor, já que ela não necessariamente pára pra prestar atenção em nós, será que nós nos damos ao trabalho de fazer isso por nós mesmos?
Posso até parecer sensível ou insensível demais, às vezes, mas eu não tenho culpa que minha alma se acha grande, profunda, e mais abrangente que meu corpo, e se sente envolvida e comovida com tudo à minha volta.
Culpem-na. E porque não... culpem a mim! Afinal, apesar de isso não ser mais comum hoje em dia, eu sinto sim, e sinto tudo. O que as pessoas acham besteira e o que não, por muitas até me porto ao contrário. A alma é insípida e forte como o vento, muito mais verossímil do que palavras vãs disparadas por almas inexistentes e perdidas. Muito mais que uma personalidade considerada peculiar ou estranha.
Para seu dono, irá perdurar muito mais, verá a vida mais do que os outros `donos`que perderam seu tempo, analisando, murmurando, avaliando os padrões os parâmetros.. Se você parar pra pensar quais são as regras, os bons costumes e as etiquetas, na hora que você for colocá-las em prática, seu tempo já terá passado.
O que são palavras murmuradas entre ouvidos e jogadas descuidadas ao vento?
(By the way, recomendo, assistam ao filme.)
"Uma mãe em apuros", com a Uma Thurman, ela é esplêndida, como mulher e como atriz.
Eu escolhi o filme porque achei que era engraçado e queria rir, porém da metade para o fim do filme eu já estava chorando. Aqui estou eu, enxugando as lágrimas. Mas no fundo.. dane-se, não são lágrimas de tristeza. São de comoção.
A vida está aqui mas será que prestamos atenção nela? Ou melhor, já que ela não necessariamente pára pra prestar atenção em nós, será que nós nos damos ao trabalho de fazer isso por nós mesmos?
Posso até parecer sensível ou insensível demais, às vezes, mas eu não tenho culpa que minha alma se acha grande, profunda, e mais abrangente que meu corpo, e se sente envolvida e comovida com tudo à minha volta.
Culpem-na. E porque não... culpem a mim! Afinal, apesar de isso não ser mais comum hoje em dia, eu sinto sim, e sinto tudo. O que as pessoas acham besteira e o que não, por muitas até me porto ao contrário. A alma é insípida e forte como o vento, muito mais verossímil do que palavras vãs disparadas por almas inexistentes e perdidas. Muito mais que uma personalidade considerada peculiar ou estranha.
Para seu dono, irá perdurar muito mais, verá a vida mais do que os outros `donos`que perderam seu tempo, analisando, murmurando, avaliando os padrões os parâmetros.. Se você parar pra pensar quais são as regras, os bons costumes e as etiquetas, na hora que você for colocá-las em prática, seu tempo já terá passado.
O que são palavras murmuradas entre ouvidos e jogadas descuidadas ao vento?
(By the way, recomendo, assistam ao filme.)
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